DIAMANTÍFEROS NÃO DESARMAM NA PERSEGUIÇÃO AO PETRO

O Sagrada Esperança da Lunda Norte venceu, nesta quarta-feira (30), o Wiliete de Benguela pela margem tangencial de uma bola a zero, em partida a contar para a 27ª jornada do Girabola 20/21.

Numa partida em que os diamantíferos tiveram o domínio avassalador ao longo dos noventa minutos, com posse de bola a rondar os 70% e domínio territorial durante largos minutos do jogo.

A primeira metade do desafio foi marcada por falta inúmeras oportunidades de golo não concretizadas, por manifesta ansiedade e falta de pontaria dos jogadores, com destaque para o Lépua que apareceu por duas ocasiões, sem oposição, mas cabeceou ao lado da baliza defendida pelo guarda-redes Mig.

Lula e Chico foram outros que com um pouco mais de discernimento e eficácia teriam visado a baliza do Wiliet, que se defendia num bloco médio – baixo, ripostando, esporadicamente, em contra-taques rápidos, entretanto, pouco esclarecidos.

Zero a zero foi o resultado ao intervalo.

No reatamento, insatisfeito, Roque Sapiri operou alterações no seu xadrez, deixando de fora o ponta-de-lança Chico e o médio-ala Matengó, fazendo entrar Jô Paciência para o lugar de Chico e Cachi para o flanco direito deixado por Matengó.

Não obstante as alterações operadas, a toada de jogo continuou a mesma, maior posse de bola e maior volume do jogo, por parte do Sagrada Esperança, mas que chegava sempre de forma previsível, no último terço ofensivo, onde o Wiliet mais organizado defensivamente, inviabilizava as investidas dos lundas.

Mas como se diz água mole em pedra dura, bate, bate até que fura, aos 60 minutos do jogo, numa jogada de insistência do ataque diamantífero, Gaspar no centro do terreno ofensivo, viu bem a desmarcação de Lépua no flanco esquerdo, endossou um cruzamento em arco e este, mais uma vez, de cabeça colocou a bola por cima do guarda-redes Mig, algo adiantado, fazendo o único golo do desafio.

Em desvantagem no placard, o Wiliet de Benguela, subiu as linhas em busca da igualdade, mas as suas intenções morreram sempre na forte linha defensiva do Sagrada Esperança, superiormente liderada por Gaspar e Lulas no eixo da defesa.

Com o adversário pouco esclarecido em campo, os lundas assenhoraram-se do jogo, circularam a bola em rítmo de treino, ensaiaram algumas jogadas ofensivas, que lamentavelmente não terminaram em golo por mera indisciplina táctica de alguns jogadores como Karanga e Muenho que sem ângulo do golo, preferiram rematar que assistir os seus colegas na área adversária.

Uma vitória justa, que peca por escassa, tendo em conta as oportunidades de golo criadas.

No final o técnico diamantífero, Roque Sapiri, lamentou o avolumado índice de ineficácia ofensiva dos seus jogadores, considerando que a sua equipa começa a revelar certa fadiga pelo excessivo número de jogos que têm realizado nos últimos dias. (Áudio completo da entrevista no Link ao lado).

 

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